A vida é uma estrada...



A vida é uma estrada
Onde não vemos um passo à frente
Onde ficamos olhando os rastros que ficam
Onde caminhamos mesmo sem ver esse caminho.

A vida é uma estrada
Curta, efêmera.
Algumas vezes bela
Outras nem tanto.


Passamos por cachoeiras de lágrimas
Por bosques de alegrias
Por curvas perigosas
Por vales tranquilos.


A vida é uma estrada
Onde às vezes caminhamos sozinhos
Outras compartilhando as belezas da caminhada.


A vida é uma estrada,
Caminhe.

Por quê?



Por que me olhas assim?
Com esse olhar que me devasta
Me tortura, me embriaga, me afoga
Faz-me perder os sentidos
E ao mesmo tempo sentir tudo
O que não se pode explicar
Em uma vertigem inefável.
Por que me olhas assim?
Como quem me devora
Me consome, limita minhas forças
E leva-me ao chão.
Por que me olhas assim?
Não sei, não sei...
Mas por favor, nunca feche os olhos.

A poesia



A poesia é muito mais do que palavras
É a ausência do nada e do tudo
É a presença do que foi, do que é
E principalmente do que será.
É aquilo que não se tem explicação
Mas que pode ser explicada por quem lê.
São palavras mudas
Que falam ao coração através da alma.
A poesia é uma mão
Para quem se afoga.

O amor



O amor é como as nuvens
levadas pelo vento.

Observamos e, 
não são raras as vezes que,
imaginamos formas,
desenhos... que sonhamos.


Simples e ao mesmo tempo

primoroso.

E assim é;
Mas, às vezes, nos esquecemos
que mesmo nas lindas nuvens
formam-se tempestades.

Sonho...



Sonho em poder ver o horizonte
Sem essa densa fumaça negra
Em poder respirar
Sem acelerar ainda mais a minha morte
Em poder viver
Sem medo do futuro
Em poder sonhar
Sem medo de ser acordado
Em poder amar...
E ser amado...

Acordo.
E entro num pesadelo.

O poeta




O poeta vive...
De sonhos, alentos.
De realidade e lamentos.

O poeta vive...
De amor e paixão
De angústia e solidão.

O poeta vive...
De guerra e lembranças
De paz e esperança.

O poeta morre...
Ou melhor,
Deixa de escrever.

Lágrimas


Gotas de sangue
Desabam do firmamento dos meus olhos
Em uma tormenta sem precedentes,
Com ventos que chegam a arrasar
Até o último sentimento olvidado.
Gotas de sangue,
Que revelam a cor
Da cruel e real verdade,
Lavando a dolorosa rua,
Da minha triste face.

Alameda





Nessa rua sombria

não sei se é noite ou dia.
Só sei que essa vida
a cada dia que passa
fica-me mais fria.

Nessa avenida olvidada
não consigo ver nada,
só escuto um pouco
muitas mentiras.
Não acredito em contos de fada.

Nessa viela da vida
não sei a saída
Continuo correndo,
talvez seja medo
de bala perdida.
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